Superbactéria KPC encontrada em praia no Rio de Janeiro

Segundo notícia publicada no Portal G1, em 16/12/2014, as superbactérias foram identificadas em três locais do Rio Carioca na Zona Sul da cidade, sendo no Largo do Boticário, no Cosme Velho; no Aterro do Flamengo, antes da estação de tratamento do rio e em sua foz, já na Praia do Flamengo.

A possibilidade de disseminação das bactérias produtoras de KPC para o ambiente já preocupa os cientistas há alguns anos. Em 2010, o Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do IOC publicou um artigo científico apontando a presença destas superbactérias no esgoto hospitalar carioca mesmo após o tratamento.

Conforme explicou a Fiocruz, estas bactérias produzem uma enzima chamada KPC — característica que impede que os remédios façam efeito contra elas. Em algumas pessoas, podem provocar males como infecção urinária e pulmonar.

Notícia extraída de: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/12/cientistas-detectam-superbacteria-em-trecho-da-praia-do-flamengo-rio.html

Quatro morrem pela bactéria KPC em Pernambuco

Segundo o site JC Online, A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou nesta quinta-feira a morte de quatro pacientes infectados com a bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC). Com estas, sobe para 5 o número de mortes confirmadas pela bactéria KPC em Pernambuco.

A Apevisa, Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária, confirma a KPC como a causa de apenas um destes óbitos: “É importante ressaltar que desses cinco óbitos, apenas um foi comprovadamente provocado pela KPC. Sobre os outros três, não há como definir se a morte foi causada pela bactéria, pois, apesar de infectados, eles já possuiam um quadro de saúde bastante grave por outros tipos de infecções. O quinto paciente, estava colonizado pela bactéria (não apresentou infecção), por isso, podemos afirma que o óbito não tem relação com a KPC”, declarou o gerente-geral Jaime Brito.

O quadro da superbactéria em Pernambuco é: 26 pacientes continuam internados, quatro receberam alta e cinco foram a óbito. Os casos estão distribuídos em 18 hospitais do Estado, 24 doentes estão em atendimento em hospitais particulares e 11 em unidades da rede pública.

KPC não é a mais letal

Reportagem da Veja Online divulga nota emitida pela Anvisa, onde fiz que existem outras superbactérias mais mortíferas que a KPC.

Ainda segundo a reportagem, desde o ano de 2003, soldados americanos sobreviventes a graves ferimentos na guerra do Iraque tiveram que enfrentar um inimigo ainda mais letal quando retornaram aos Estados Unidos. Debilitados por cirurgias e entupidos de antibióticos, se tornaram presas fáceis para bactérias que atacam  pessoas com problemas de saúde. A responsável foi a Acinetobacter baumannii, que contaminou 700 soldados entre os anos de 2003 e 2007.

Ambas as bactérias são do tipo oportunistas, que no geral atacam pessoas com um quadro de saúde complicado, agravado por alguma doença. As vítimas preferidas são pessoas gravemente feridas, ou que estão internadas em UTIs, submetidas a vários procedimentos cirurgicos. As pessoas que morreram no Brasil enquadram-se neste perfil. Quem está saudável não corre riscos significativos e pode até acompanhar e visitar pacientes infectados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/kpc-nao-e-mais-mortifera-que-outras-superbacterias

Novos procedimentos para prevenção contra bactéria KPC

Segundo nota oficial publicada pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, novos procedimentos devem ser adotados por profissionais de saúde na prevenção contra a superbactéria KPC.

Veja quais são os procedimentos:

1. Os profissionais de saúde devem higienizar as mãos frequentemente, de preferência com preparações alcoólicas, especialmente nos seguintes momentos: antes e após contato com o paciente, antes da realização de procedimentos invasivos, após risco de exposição a fluidos corporais e após contato com superfícies próximas ao paciente.

Os acompanhantes e visitantes também devem ficar atentos a este cuidado de higienizar as mãos frequentemente.

2. Isolamento de contato

Quando houver suspeita de que um paciente é portador de KPC ou de outras bactérias multirresistentes a antibióticos, devem ser tomadas as seguintes providências de isolamento: constar aviso no leito da suspeita de ser portador de bactéria KPC ou outra multirresistente, indicando o isolamento de contato; disponibilizar EPI (avental, luvas e máscara cirúrgica) para profissionais de saúde e acompanhantes; exclusividade no uso de equipamentos para exame clínico (tensiômetro, termômetro, estetoscópio etc.), só utilizando-os em outros pacientes após desinfecção e/ou esterilização; higienização das mãos.

3. Uso racional de antibióticos

As Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) devem estabelecer normas claras de uso racional de antibióticos para infecções hospitalares em seus respectivos nosocômios e serem rigorosos em sua liberação. Devem orientar e vetar o uso de antibióticos quando há apenas colonização de bactérias sem infecção aparente.

4. Procedimentos invasivos

Os procedimentos padrões no uso de cateteres, punções venosas, sondas e outras condutas invasivas devem seguir a técnica correta de implantação com menor tempo possível de permanência.

5. As Diretorias Clínicas dos hospitais devem intensificar as boas práticas nas áreas de nutrição, laboratório, lavanderia, esterilização, limpeza hospitalar e gerenciamento de resíduos, tomando com base os relatórios da Vigilância Sanitária do Estado para o gerenciamento de risco.

6. Os hospitais que possuírem casos de KPC em sua instituição devem notificar os dados ao CECISS, constando: identificação do paciente (iniciais, idade, sexo, número de prontuário), identificação do sítio de infecção, material microbiológico, antibiograma, método utilizado, data em que o exame foi realizado, local onde o exame foi processado e evolução do paciente.

Bactéria KPC – Bahia exige notificação de casos de infecção

De acordo com divulgação feita por meio de comunicação local, os hospitais, clínicas e serviços públicos de saúde e também privados da Bahia serão obrigados a informar casos de infecção por micro-organismos resistentes, inclusive os da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). A Secretaria de Saúde do estado baixou portaria tornando obrigatório o registro.

A carbapenemase (o C da KPC) é uma enzima que dá a alguns tipos de bactéria resistência a antibióticos de uso comum. Os casos estão restritos a pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, tais como pacientes de unidades de terapia intensiva (UTIs).

A superbactéria pode ser transmitida por contato direto ou pelo uso de objetos em comum. Especialistas apontam que lavar as mãos com água e sabão é a medida mais eficaz para evitar a disseminação da KPC e dos micro-organismos resistentes no ambiente hospitalar.

Anvisa recomenda o isolamento de pacientes doentes com a bactéria KPC

A recomendação da Anvisa é de que os hospitais devem isolar os pacientes que apresentem sintomas ou que esteja contaminados com a superbactéria KPC.

Segundo matéria publicada no site Último Segundo, o documento ressalta a importância de se evitar qualquer medida que produza a discriminação do paciente, mas orienta o hospital a avaliar a necessidade de reservar tanto material quanto profissionais para tratar exclusivamente de pessoas eventualmente infectadas.

O documento foi preparado num momento em que o País convive com aumento do número de casos provocados pela KPC. A superbactéria é resistente a maior parte dos antibióticos usados no Brasil, e contaminou 246 pacientes em nosso país desde 2009. O maior número de casos está concentrado em Brasília, onde 154 pacientes foram infectados pela superbactéria KPC.

Higiene básica em hospitais

A principal causa para a disseminação de doenças infeccios em hospitais se dá pela falta de higiene. O simples ato de lavar as mãos deveria ser a principal arma contra a superbactéria KPC e demais contaminações hospitalares.

Deve também ser evitado o contato direto com a pele de pacientes infectados. A superbactéria é muito resistente a antibióticos por conta de uma enzima conhecida como KPC, podendo passar de pessoa a pessoa por um mecanismo conhecido como contaminação cruzada.

Segundo especialistas, é preciso que as pessoas saibam a diferença entre portar a bactéria e desenvolver a doença. A pessoa pode estar colonizada, mas não necessariamente desenvolver a doença.

Sesa confirma quatro casos de pacientes com KPC no Espírito Santo

No Espírito Santo, dois pacientes chegaram a óbito e outros dois tiveram alta.

Devido a preocupação que a bactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC) vem causando, em alguns locais do Brasil, a Secretaria da Saúde (Sesa), reforçou as buscas de casos. No Espírito Santo, foram descobertos outros três pacientes com a bactéria. No total, são quatro casos confirmados no Estado.

Segundo a Sesa, o primeiro caso identificado com a KPC foi em 13 de outubro. O paciente chegou a óbito, mas não por causa da bactéria. Com a busca reforçada, foi possível identificar os outros três casos que ocorreram no primeiro semestre de 2010, levando mais uma pessoa a óbito. Os outros dois pacientes tiveram alta.

A KCP é uma bactéria que se instala no intestino do paciente, e que por ser mutante pode ficar mais forte aos antibióticos usados para combatê-la. Esta não é uma bactéria transmitida pelo ar, o que reforça a idéia de que a infecção acontece apenas em ambientes hospitalares. Por isso, os cuidados com a higiene dentro dos hospitais devem ser redobrados.

Segundo o infectologista Luiz Henrique Barbosa Borges, a maneira de controlar infecções é a preparação dos profissionais dos hospitais, desde os que limpam, até aqueles que estão em uma sala fazendo cirurgia. “É preciso lavar as mãos a todo o momento, pois essas infecções são transmitidas por elas. A higienização de cada objeto é essencial. Das maçanetas das portas até os materiais para a própria limpeza. Não pode deixar nada passar. E nunca esquecer de limpar as mãos a cada movimento”, afirmou.

Com um perfil de resistência que dificulta o tratamento, está é uma bactéria que pode causar pneumonia e também infecções gastrointestinal e urinária em pacientes em estado grave, como os que precisam de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Fora deste ambiente, a bactéria não representa perigo.

“Não é preciso que a população se apavore. É necessário ter a consciência de que geralmente quem acaba pegando infecção é um paciente que já está internado com algum diagnóstico mais grave. Não adianta ficar em casa assustado, achando que a infecção pode chegar até sua casa, pois não vai. As pessoas com doenças crônicas, mais novas ou já em estado mais crítico são as mais vulneráveis dentro dos hospitais”, destacou o infectologista.

Além de todo o mal que a bactéria pode causar, o microrganismo é multirresistente aos efeitos de vários antibióticos potentes. Ela também é capaz de tornar mais resistentes outras bactérias presentes no ambiente hospitalar. Para evitar que o caso se agrave, Luiz Henrique Borges diz que além de todos os cuidados com higienização, o hospital deve isolar o paciente que apresenta o quadro de infecção. “Todo paciente que estiver com o risco, já deve ser isolado”.

Brasil. O primeiro caso da infecção no Brasil ocorreu em Recife, no ano de 2006. No Distrito Federal, a primeira ocorrência registrada foi em janeiro deste ano. A KPC foi detectada em nove hospitais públicos e em sete privados.

Superbactéria KPC já aparece em Minas Gerais

Em reportagem veiculado hoje pelo site Folha.com, a Anvisa informa que o Estado de Minas Gerais teve 12 casos de superbactéria KPC, de agosto de 2009 a julho de 2010. Estes são os casos confirmados pela Agência.

Além de Minas, a Anvisa tem casos registrados de Goiás, com quatro casos, Santa Catarina, com três casos e Espírito Santo também.

Veja abaixo gráfico produzido pelo site da Folha.com, sobre a superbactéria KPC:

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/820525-minas-gerais-tem-12-casos-de-superbacteria-confirmados-pela-anvisa.shtml

Combate à superbactéria KPC

Com notícia publicada hoje no portal G1, Anvisa torna obrigatória a higienização com álcool em hospitais.

A resolução torna obrigatória a utilização do álcool, seja gel ou líquido, em todos os locais onde haja atendimento de pacientes, tais como salas de triagem e de pronto-atendimento, unidades de urgência e emergência, ambulatórios e unidades de internação e terapia intensiva. Clínicas, consultórios e serviços de atendimento móvel também têm que cumprir a medida.

Ainda segundo a reportagem, o objetivo da medida é diminuir as infecções em ambientes hospitalares e impedir a proliferação de bactérias, como a superbactéria KPC.