Sesa confirma quatro casos de pacientes com KPC no Espírito Santo

No Espírito Santo, dois pacientes chegaram a óbito e outros dois tiveram alta.

Devido a preocupação que a bactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC) vem causando, em alguns locais do Brasil, a Secretaria da Saúde (Sesa), reforçou as buscas de casos. No Espírito Santo, foram descobertos outros três pacientes com a bactéria. No total, são quatro casos confirmados no Estado.

Segundo a Sesa, o primeiro caso identificado com a KPC foi em 13 de outubro. O paciente chegou a óbito, mas não por causa da bactéria. Com a busca reforçada, foi possível identificar os outros três casos que ocorreram no primeiro semestre de 2010, levando mais uma pessoa a óbito. Os outros dois pacientes tiveram alta.

A KCP é uma bactéria que se instala no intestino do paciente, e que por ser mutante pode ficar mais forte aos antibióticos usados para combatê-la. Esta não é uma bactéria transmitida pelo ar, o que reforça a idéia de que a infecção acontece apenas em ambientes hospitalares. Por isso, os cuidados com a higiene dentro dos hospitais devem ser redobrados.

Segundo o infectologista Luiz Henrique Barbosa Borges, a maneira de controlar infecções é a preparação dos profissionais dos hospitais, desde os que limpam, até aqueles que estão em uma sala fazendo cirurgia. “É preciso lavar as mãos a todo o momento, pois essas infecções são transmitidas por elas. A higienização de cada objeto é essencial. Das maçanetas das portas até os materiais para a própria limpeza. Não pode deixar nada passar. E nunca esquecer de limpar as mãos a cada movimento”, afirmou.

Com um perfil de resistência que dificulta o tratamento, está é uma bactéria que pode causar pneumonia e também infecções gastrointestinal e urinária em pacientes em estado grave, como os que precisam de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Fora deste ambiente, a bactéria não representa perigo.

“Não é preciso que a população se apavore. É necessário ter a consciência de que geralmente quem acaba pegando infecção é um paciente que já está internado com algum diagnóstico mais grave. Não adianta ficar em casa assustado, achando que a infecção pode chegar até sua casa, pois não vai. As pessoas com doenças crônicas, mais novas ou já em estado mais crítico são as mais vulneráveis dentro dos hospitais”, destacou o infectologista.

Além de todo o mal que a bactéria pode causar, o microrganismo é multirresistente aos efeitos de vários antibióticos potentes. Ela também é capaz de tornar mais resistentes outras bactérias presentes no ambiente hospitalar. Para evitar que o caso se agrave, Luiz Henrique Borges diz que além de todos os cuidados com higienização, o hospital deve isolar o paciente que apresenta o quadro de infecção. “Todo paciente que estiver com o risco, já deve ser isolado”.

Brasil. O primeiro caso da infecção no Brasil ocorreu em Recife, no ano de 2006. No Distrito Federal, a primeira ocorrência registrada foi em janeiro deste ano. A KPC foi detectada em nove hospitais públicos e em sete privados.

5 comentários sobre “Sesa confirma quatro casos de pacientes com KPC no Espírito Santo

  1. minha irmã,fez uma cirurgia na cabeça,fez a retirada de um tumor benigmo menigioma,apos a cirurgia pegou infecção kpc,OS MEDICOS,COMEÇOU O TRATAMENTO ENJETANDO O ANTIBIOTICO DIRETO NO CELEBRO,LESOU TODO SEU CELEBRO, TEVE MORTE CELEBRAL,ELA TINHA APENAS 33 ANOS DE IDADE ,MÃE DE 3 FILHOS UMA DE 14,GEMEOS 8,E CERTO ENJETAR O ANTIBIOTICO DIRETO NO CELEBRO???

  2. Perdi minha mãe dia 21 de agosto de 2012,por causa dessa maldita bactéria.
    Minha mãe estava acamada a um ano por cousa de um tombo quebrou o colo do fêmur, ai ela teve complicação na circulação da perna,e fez uma cirurgia para a desobrustrução de artéria da perna estava tudo bem más pegou a tal da bactéria, não sei a onde!
    Estou sofredo muito pois a minha mãe era meu tudo para mim parece que eu estou sem proteção sem amparo sem ningúem apesar de eu ter meu marido e meus dois filhos. Espero que o tempo amenize o meu sofrimento.
    O que eu estou muito triste e em ver a minha mãe tomando o tal do antibiótico que a bactéria era resistente o ciprofloxacina em vez de tomar o imipenem, quando e vi que a minha mãe estava tomando eu falei para a dra Ana ela me respondeu se não fizesse bem mas mal não iria fazer,já que a minha mãe tinha feito a tal da bacteroscopia e sabiam o qual remédio e que eria curar a minha mãe porque não deram o remédio certo para ela?
    Acho um descaso muito grande pois parece quê não dão valor para a pessoa idoza pois a minha mãe tinha 88 anos de idade más era uma pessoa lucida.
    Com tudo isso acho que eu poderia processar o hospital já que eu tenho as provas na minha mão, más vou deixar para lá deixar que Deus o julgue pelos seus atos .
    Mais a dor da perda de uma mãe é muito grande, vou parar por aqui meus olhos não me deixam de tanto chorar.

  3. Há 6 meses atrá meu filho nasceu, prematuro, baixo peso e como se não bastasse adquiriu essa maldita bactéria na utin do hospital.Infelizmente veio a óbito com 20 dias de nascido. Ele pode já ter nascido com essa bactéria? ou melhor, eu posso ter passado de alguma forma para ele?

    1. Olá Roseane, obrigado por compartilhar sua história conosco. Sentimos muito pelo seu bebê falecido. Sou pai e imagino a dor sentida!
      Este tipo de bactéria é típica de hospitais, UTIs e centros cirúrgicos. O mais provável é que seu filho tenha contraído a bactéria no próprio hospital. A contaminação acontece principalmente por falta de higiene do local e dos profissionais de saúde.
      Obrigado
      Att,

  4. o caso esta acontecendo com minha irma, que esta com pumores de cancer no intestino onde foi internada desde 15/10/2011 fez uma cirurguia e removeram alguns tumores e hoje falaram que ela esta com esta bacteria KPC e isolaram ela como mais umas 5 pessoas, estavamos esperando que ela fosse ter auta no fim deu isso…
    gostaria de saber se voces vao fazer alguma coisa a respeito.

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