Superbactéria KPC encontrada em praia no Rio de Janeiro

Segundo notícia publicada no Portal G1, em 16/12/2014, as superbactérias foram identificadas em três locais do Rio Carioca na Zona Sul da cidade, sendo no Largo do Boticário, no Cosme Velho; no Aterro do Flamengo, antes da estação de tratamento do rio e em sua foz, já na Praia do Flamengo.

A possibilidade de disseminação das bactérias produtoras de KPC para o ambiente já preocupa os cientistas há alguns anos. Em 2010, o Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do IOC publicou um artigo científico apontando a presença destas superbactérias no esgoto hospitalar carioca mesmo após o tratamento.

Conforme explicou a Fiocruz, estas bactérias produzem uma enzima chamada KPC — característica que impede que os remédios façam efeito contra elas. Em algumas pessoas, podem provocar males como infecção urinária e pulmonar.

Notícia extraída de: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/12/cientistas-detectam-superbacteria-em-trecho-da-praia-do-flamengo-rio.html

KPC não é a mais letal

Reportagem da Veja Online divulga nota emitida pela Anvisa, onde fiz que existem outras superbactérias mais mortíferas que a KPC.

Ainda segundo a reportagem, desde o ano de 2003, soldados americanos sobreviventes a graves ferimentos na guerra do Iraque tiveram que enfrentar um inimigo ainda mais letal quando retornaram aos Estados Unidos. Debilitados por cirurgias e entupidos de antibióticos, se tornaram presas fáceis para bactérias que atacam  pessoas com problemas de saúde. A responsável foi a Acinetobacter baumannii, que contaminou 700 soldados entre os anos de 2003 e 2007.

Ambas as bactérias são do tipo oportunistas, que no geral atacam pessoas com um quadro de saúde complicado, agravado por alguma doença. As vítimas preferidas são pessoas gravemente feridas, ou que estão internadas em UTIs, submetidas a vários procedimentos cirurgicos. As pessoas que morreram no Brasil enquadram-se neste perfil. Quem está saudável não corre riscos significativos e pode até acompanhar e visitar pacientes infectados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/kpc-nao-e-mais-mortifera-que-outras-superbacterias

Anvisa recomenda o isolamento de pacientes doentes com a bactéria KPC

A recomendação da Anvisa é de que os hospitais devem isolar os pacientes que apresentem sintomas ou que esteja contaminados com a superbactéria KPC.

Segundo matéria publicada no site Último Segundo, o documento ressalta a importância de se evitar qualquer medida que produza a discriminação do paciente, mas orienta o hospital a avaliar a necessidade de reservar tanto material quanto profissionais para tratar exclusivamente de pessoas eventualmente infectadas.

O documento foi preparado num momento em que o País convive com aumento do número de casos provocados pela KPC. A superbactéria é resistente a maior parte dos antibióticos usados no Brasil, e contaminou 246 pacientes em nosso país desde 2009. O maior número de casos está concentrado em Brasília, onde 154 pacientes foram infectados pela superbactéria KPC.

Higiene básica em hospitais

A principal causa para a disseminação de doenças infeccios em hospitais se dá pela falta de higiene. O simples ato de lavar as mãos deveria ser a principal arma contra a superbactéria KPC e demais contaminações hospitalares.

Deve também ser evitado o contato direto com a pele de pacientes infectados. A superbactéria é muito resistente a antibióticos por conta de uma enzima conhecida como KPC, podendo passar de pessoa a pessoa por um mecanismo conhecido como contaminação cruzada.

Segundo especialistas, é preciso que as pessoas saibam a diferença entre portar a bactéria e desenvolver a doença. A pessoa pode estar colonizada, mas não necessariamente desenvolver a doença.

Superbactéria KPC já aparece em Minas Gerais

Em reportagem veiculado hoje pelo site Folha.com, a Anvisa informa que o Estado de Minas Gerais teve 12 casos de superbactéria KPC, de agosto de 2009 a julho de 2010. Estes são os casos confirmados pela Agência.

Além de Minas, a Anvisa tem casos registrados de Goiás, com quatro casos, Santa Catarina, com três casos e Espírito Santo também.

Veja abaixo gráfico produzido pelo site da Folha.com, sobre a superbactéria KPC:

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/820525-minas-gerais-tem-12-casos-de-superbacteria-confirmados-pela-anvisa.shtml

Combate à superbactéria KPC

Com notícia publicada hoje no portal G1, Anvisa torna obrigatória a higienização com álcool em hospitais.

A resolução torna obrigatória a utilização do álcool, seja gel ou líquido, em todos os locais onde haja atendimento de pacientes, tais como salas de triagem e de pronto-atendimento, unidades de urgência e emergência, ambulatórios e unidades de internação e terapia intensiva. Clínicas, consultórios e serviços de atendimento móvel também têm que cumprir a medida.

Ainda segundo a reportagem, o objetivo da medida é diminuir as infecções em ambientes hospitalares e impedir a proliferação de bactérias, como a superbactéria KPC.